Caros Leitores,

A Terra rotaciona em seu próprio eixo, no sentido anti-horário (de oeste para leste), numa duração de 24 horas, ininterruptamente, como um pião inclinado.

Para nós, terráqueos, é imperceptível o movimento. E se não fosse a existência do dia e da noite, certamente a sua descoberta teria sido muito mais difícil.

Outros movimentos, físicos e culturais, também ocorrem de forma sutil em escala global.

Entre eles, o crescente desapego aos bens físicos e uma reflexão sobre a importância da ‘’propriedade’’ de certos bens.

Por exemplo, a música: antes adquirida em CDs físicos, depois baixada na internet e armazenada em computadores, para então, surgirem os serviços por assinatura (Spotify, Apple Music e tantos outros).

Não apenas desapegamos do físico, como deixamos de ter a sua propriedade. Pagamos enquanto usamos, como um serviço.

No mercado segurador, começam a surgir soluções por assinatura mensal, sem vencimento, renovando automático.

Iniciativas semelhantes foram lançadas no passado, sem sucesso. Provavelmente dando razão ao ditado: ‘’estar certo antes da hora, também é estar errado’’. Porém, além do timming, o conceito não estava pronto. A assinatura mensal é apenas o modo de pagamento, não é ela a inovação.

É necessário um novo olhar, não mais para o produto (o carro, a casa), mas para quem consome (o cliente).

Um exemplo prático, em fase de testes, é o seguro de automóvel com cobertura para terceiros vinculado a CNH. Basta o segurado estar dirigindo, seja ele dono ou não do carro. Assim, o cliente fica no centro da solução, não mais o bem físico. Afinal, teremos um veículo? Ou será as a service?

A mudança não deve ser brusca. O sonho do veículo e da casa própria persistem. Ainda que sejam nítidos os negócios já impactados por essa mentalidade, que também não é nova. Apenas nos passa desapercebida, como a rotação da Terra.

Excelente semana,

Abs,

Lucas M

Compartilhar: