Multi(r)riscos
1 de fevereiro de 2021
Caros Colegas,
Um dos primeiros seguros inventados para proteção patrimonial (de casas e empresas) foi o seguro de incêndio. No Brasil era comercializado desta forma até a criação do seguro ‘’multirrisco’’, que veio substituí-lo, no início da década de 90.
A própria grafia já gera dúvida. Alguns consideram correta a escrita com um “R” (multirisco), outros com espaço (multi risco) ou hífen (multi-risco).
Mas, deixemos de lado os gramáticos. Ao menos a terminologia esclarece a sua finalidade: ofertar em um único seguro uma ‘’multiplicidade de riscos’’, ou seja, é possível contratar o incêndio com outras coberturas, como a de vendaval, roubo, etc.
Antes do “multirrisco”, cada cobertura exigia um seguro específico (várias ‘’apólices’’, como chamamos os contratos de seguro). Uma trabalheira.
Trinta anos passaram e hoje conhecemos estes produtos como ‘’seguro empresarial’’ ou ‘’seguro residencial’’. Muito acessíveis, custando menos de 0,5% do patrimônio protegido, além de oferecerem uma série de mimos (assistências que vão de limpeza de caixa d’água a serviços para seu pet).
Porém, ainda que tenham se popularizado, a má compreensão da sua origem continua confundindo consumidores e corretores, especialmente quando estes acreditam ser um produto similar ao de automóveis.
O Seguro Auto (na opção ‘’compreensiva’’, vulgarmente conhecida como ‘’total’’) cobre todos os riscos, menos aqueles que o contrato exclui. No seguro de imóveis, a lógica é inversa, cobre apenas o que se escolhe.
Comparativamente, é como se tivéssemos que contratar, um a um, os vários riscos que atingem um carro, como: colisão, capotamento, incêndio, roubo, alagamento e outros mais. Certamente aumentariam os casos de seguros incompletos.
Portanto, esta característica distinta exige um cuidado redobrado nos multirriscos patrimoniais. Afinal, você não tem um ‘’seguro total’’ da sua casa, e sim o seguro de incêndio dela (e demais imprevistos que você contratou).
Compreendido isso, ficará nítido que este tipo de seguro é de excelente custo-benefício e facilmente se adequa às suas necessidades. Então, na próxima vez que falar com seu corretor, explique a ele o que te preocupa ou peça sugestões de coberturas.
Engana-se quem vê a história como o mero estudo do passado, sendo ela tão importante para a compreensão do presente.
Excelente semana,
Abs,
Lucas M.
Compartilhe!