Caros leitores,

Hoje, a primeira segunda de abril, saímos da bandeira vermelha em Curitiba e o clima matinal mudou. A brisa dos dezesseis graus agora é fresca, mas a sensação é de déjà-vu. Há um ano, vivíamos o semelhante: o isolamento, a angústia.

Para atividades como a nossa, o incerto tornou-se domável e aprendemos a navegar nesta tempestade. Os números do trimestre da Madalozzo refletem isso, com 40% de crescimento em vendas.

Porém, diferente de anos anteriores, é nítido o desempenho superior de alguns segmentos (agro, transporte) e os desafios de outras carteiras de seguros (comércio e serviços, por exemplo).

Uma corretora multiprodutos, como a nossa, possui essa flexibilidade em olhar o setor da economia mais aquecido e acompanhá-lo. O darwinismo empresarial é repleto de exemplos na história: não sobrevive o maior ou o mais forte, e sim aquele que se adapta, evolui.

O sentimento após um ótimo trimestre é de agradecimento, não exatamente de comemoração. A preocupação permanece com a migração desproporcional de renda para determinados negócios em detrimento de outros. Agravando a desigualdade de renda e seus impactos nos índices de escolaridade, criminalidade, saúde e desenvolvimento do país.

O remédio é seguir otimista. As empresas investindo. E as pessoas físicas consumindo, especialmente nos setores mais atingidos: pedindo um delivery do restaurante próximo da sua casa, uma roupa daquela loja do shopping ou da rua ao lado.

Relembro a expressão que usei em março de 2020 sobre crises: o dinheiro não some, apenas muda de mãos. E a responsabilidade não é apenas do governo, também é nossa em fazer a economia girar.

Vejo muitas empresas orgulhosas em se tornar ‘’100% digital’’, com toda a equipe trabalhando em casa, indefinidamente. Não acredito que isso seja inovação, me soa mais como contenção de gastos, individualismo.

Talvez seja essa uma das lições que a pandemia nos ensinou, não o nacionalismo ideológico, mas o apoio ao negócio local, aos que pagam aluguéis na sua cidade e geram empregos.

Aqui, apesar de ser viável rodar 100% em home-office, em momento algum cogitamos devolver nossas quase 30 filiais físicas ou em parar de expandir.

Acreditamos num mundo colaborativo, onde seremos clientes de nossos clientes, e que essa atitude se reverta num país com maior renda, mais emprego. Um Brasil desenvolvido e igualitário.

Um excelente mês de abril,

Abs,

Lucas.

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