
Resumo do episódio
O oitavo episódio do MCast, o podcast da Madalozzo Seguros, é dedicado ao seguro de vida. A convidada é Rosângela Spak, superintendente comercial de Vida da Tokio Marine, com 28 anos de mercado. Ao lado de Daniel Madalozzo e Eloisa Mongruel, ela fala sobre a evolução do produto, as coberturas que mais crescem, a forma certa de abordar o cliente e o propósito que move quem trabalha com seguro de vida.
O episódio tem momentos marcantes: Rosângela conta como a perda da mãe mudou sua relação com a profissão, Eloisa relata o diagnóstico de câncer da mãe e a diferença que fez a cobertura de doenças graves, e Daniel revela que todos os corretores da Madalozzo têm um seguro de vida contratado pela corretora.
Participantes:
- Eloisa Mongruel (Lolô), apresentadora oficial do MCast e corretora de seguros.
- Daniel Madalozzo (Dani), diretor da Madalozzo Seguros.
- Rosângela Spak, superintendente comercial de Vida da Tokio Marine, responsável pela carteira de vida em todo o Brasil, com 28 anos de mercado.
Principais temas: a trajetória de Rosângela da área operacional à liderança comercial, o corretor como agente de transformação, as cinco gerações e a cultura do seguro de vida, a evolução tecnológica da Tokio Marine, o lançamento do seguro viagem na plataforma da Madalozzo, a estrutura de Vida da Tokio Marine, a cobertura de doenças graves, as coberturas em vida, a ferramenta Capital Sob Medida, a assistência funeral internalizada, o seguro viagem, os diferenciais da Tokio Marine, a relação com a Madalozzo e as perspectivas para 2026.
28 anos de mercado, do datilógrafo à liderança
Rosângela brinca que a vida dela é “vida”: são 28 anos no mercado de seguros, sempre ligada ao produto. Ela começou como assistente comercial em uma seguradora especialista em vida e previdência e passou por todas as etapas da operação.
Digitava a relação de datas de nascimento para as cotações e foi ali que começou a entender de onde saía o preço. Atendia os corretores e, como tinha feito curso de datilografia, ajudava a datilografar as propostas, que na época não podiam ter nenhuma rasura. Para ela, é uma prova do quanto o mercado evoluiu.
Do faturamento ao sinistro: onde o propósito apareceu
Depois, Rosângela cuidou do faturamento, um processo mensal no seguro de vida, e do sinistro. Foi aí que entendeu o propósito de tudo: o seguro vende uma promessa, um papel, e no sinistro essa promessa se concretiza. Ela via famílias chegando à seguradora, com filhos, em situação muito fragilizada, e o seguro oferecia ao menos o consolo financeiro para que se restabelecessem.
O tabu de falar sobre a morte
Na área comercial, dando treinamentos, Rosângela percebeu que as pessoas não falavam sobre o tema. Doença e morte eram tabus, e havia o receio de “atrair” o problema. Ela acredita que isso mudou muito, e que a cultura não muda sozinha: quem muda são seguradoras, corretores, assessorias e todo o ecossistema do mercado.
O momento em que a chave virou
Rosângela conta que a paixão pelo seguro de vida nasceu de uma perda pessoal. A mãe dela faleceu aos 50 anos. O pai ficou com uma filha e um filho de 17 anos e, naquele momento, não tinha condições de resolver todas as questões necessárias, financeiras e burocráticas.
Mesmo trabalhando com o tema, ela percebeu o quanto é difícil lidar com tudo sozinho quando o emocional está envolvido. E percebeu que trabalhava em um lugar que oferecia exatamente esse amparo às pessoas. Desde então, passou a falar mais sobre seguro de vida, começando pela própria família, para que outras pessoas pudessem passar por momentos assim de forma mais leve, ao menos financeiramente.
Ela resume: trabalhar com seguro de vida é propósito com resultado.
Eloisa destaca como a dor pessoal de Rosângela se transformou em cuidado com outras famílias.
O corretor como agente de transformação
Eloisa lembra que, quando tirou a habilitação na Susep, os cálculos eram feitos à mão e o seguro era muito mais complexo. Ela pergunta como mudou a relação entre seguradora e corretor.
Para Rosângela, a proximidade é muito maior. O corretor é o principal agente de transformação, o elo entre o cliente e a seguradora. Mas, para transformar, ele também precisa ser transformado.
O corretor precisa viver a experiência
Por isso, a Tokio Marine incentiva que o próprio corretor tenha o seu seguro de vida individual, use os serviços e benefícios, experimente a contratação digital em poucos cliques e confie no processo.
Seguradoras investem muito em comunicação, mas, segundo Rosângela, é uma comunicação estática e fria. Quem tem o relacionamento e a confiança do cliente é o corretor. Quando ele vive a experiência, a relação deixa de ser de compra e venda e passa a ser de recomendação: o corretor indica algo que usa e em que acredita, e o cliente segue porque ele é autoridade no assunto.
Ninguém deve ficar sem a oferta
A orientação da Tokio Marine é que nenhuma pessoa deixe de receber ao menos a oferta. Pode não ser o momento certo, a pessoa pode não perceber a necessidade ou não ter condições financeiras. Mas a semente foi plantada. Quando florescer, o cliente vai procurar o corretor que recomendou.
Cinco gerações, cinco formas de comunicar
Rosângela observa que hoje convivem cinco gerações: a mais antiga, que ela diz ser chamada de “geração anônima”, os baby boomers e as gerações X, Y, Z e Alfa. O pai dela nunca falou sobre seguro de vida com ela. Já a filha dela sabe exatamente tudo o que o seguro de vida pode fazer. A cultura está mudando de geração em geração.
O desafio é comunicar e oferecer funcionalidades adequadas a cada geração, com prioridades, hábitos de consumo e formas de contato diferentes: alguns ainda falam ao telefone, outros só respondem mensagens.
Do cartório ao digital
Daniel lembra como era a contratação antigamente: declarações pessoais de saúde longas, assinadas à mão, com regras rígidas de preenchimento que mudavam de seguradora para seguradora, e documentos que precisavam passar pelo cartório. Hoje, um documento digital resolve tudo.
Ele destaca a tecnologia da Tokio Marine como referência no mercado: as integrações por API com a Madalozzo são de primeira linha, e a seguradora desenvolve rápido o que falta e corrige o que precisa. Isso se reflete na qualidade e na agilidade das cotações que os corretores levam aos clientes.
Seguro viagem da Tokio Marine na plataforma da Madalozzo
Daniel anuncia uma novidade: no dia da gravação, a Madalozzo estava liberando o seguro viagem da Tokio Marine em sua plataforma, por API. Era o primeiro seguro viagem da corretora integrado dessa forma, com cotação em tempo real para as 35 filiais da época.
A estrutura de Vida da Tokio Marine
Rosângela responde por toda a carteira de vida da Tokio Marine no Brasil. A estrutura tem duas verticais:
- Produtos sob medida e PJ, liderada por Lupércio, em São Paulo, com gerentes comerciais e especialistas em vida em todo o país.
- Produtos massificados, liderada por Charlene, em Blumenau (SC), com vida individual, seguro viagem e outros produtos de contratação rápida.
Embora a Tokio Marine seja uma seguradora multiprodutos, ela se posiciona como especialista: em produtos, serviços e, principalmente, em atender o corretor.
Semear Vida: capacitação para corretores
Para corretores que querem desenvolver a carteira de benefícios, mas ainda se sentem inseguros, a Tokio Marine criou o programa Semear Vida: quatro meses de capacitação técnica, seguidos de mentoria individual com os gerentes especialistas de cada região.
Seguro de vida custa menos do que parece
Daniel aponta uma das maiores surpresas para quem não conhece o produto: o preço. Um seguro de vida básico tem custo muito baixo, e mesmo um seguro bem estruturado continua acessível. Ele costuma comparar com deixar de comprar uma pizza no fim de semana: com esse valor, é possível ter uma cobertura que pode mudar a vida da família.
Para Daniel, o patrimônio está enraizado na cabeça das pessoas, porque elas trabalham para conquistá-lo. Mas falta valorizar a vida, que é intangível. Cabe ao corretor tangibilizar o produto, e à seguradora continuar esse trabalho.
Eloisa complementa: quando a oferta é apenas comercial, do tipo “faça um seguro de R$ 100 mil e pague R$ 50 por mês”, o cliente sente que estão querendo vender algo e recusa. Por isso é importante entender as coberturas e aprender a falar sobre elas.
Doenças graves: a cobertura que mais cresce
Rosângela propõe trocar a palavra “cobertura” por solução, entrega e cuidado. E lembra que o episódio foi gravado em outubro, mês do Outubro Rosa, quando aumenta a procura por exames preventivos.
Segundo ela, os dados mais recentes da Fenaprevi, acumulados até agosto daquele ano, mostravam que a cobertura de doenças graves foi a que mais cresceu no seguro de vida, com alta de 18% no ano. As pessoas entendem que podem ter um câncer, mas muitas não sabem que o seguro paga uma indenização para que possam cuidar do que mais importa: a própria recuperação.
Liquidez quando mais se precisa
Mesmo quem tem plano de saúde pode precisar de tratamentos mais recentes que não são cobertos, e enfrentar processos para consegui-los. Muitas pessoas têm patrimônio, mas não têm dinheiro disponível na hora. A cobertura de doenças graves garante essa liquidez. E, como lembra Rosângela, não é uma sentença de morte: a pessoa vai se curar e precisa de recursos para isso.
Como funciona na prática
Daniel explica de forma didática:
- A cobertura de doenças graves tem um limite próprio, separado do valor da cobertura por morte ou invalidez.
- Após o diagnóstico, há um período de cerca de 30 dias, chamado de sobrevida, que funciona como uma franquia em tempo, e não em dinheiro, como no seguro auto.
- Passado esse período, o capital contratado é pago na conta do segurado.
- A pessoa não precisa comprovar que usou o valor no tratamento. Pode usar como quiser, inclusive para realizar uma viagem dos sonhos.
O depoimento de Eloisa
Eloisa compartilha um caso pessoal. A mãe dela foi diagnosticada com câncer e tinha um seguro com cobertura de doenças graves. No momento do diagnóstico, a mãe ficou preocupada com o tratamento e com a parte financeira. Eloisa pôde dizer a ela: “não se preocupe”.
Ela conta que, ao longo dos anos, a mãe chegou a perguntar várias vezes se precisava mesmo daquele seguro e se não seria melhor poupar o valor. A resposta de Eloisa era sempre a mesma: “não cancele”. Quando o diagnóstico veio, a mãe agradeceu por ela não ter deixado.
Eloisa lembra ainda que, como corretora, viveu muitos momentos de sinistro em que pôde dizer à família: “vivam esse luto, acolham uns aos outros, que todo o restante nós vamos cuidar”.
Coberturas e serviços em vida
Rosângela explica que o seguro de vida vai muito além da cobertura por morte. Algumas das coberturas e serviços que podem ser usados em vida:
- Diária por incapacidade temporária: para quem fica impedido de trabalhar por acidente ou doença. Muito indicada para profissionais liberais, como manicures, cabeleireiros e fisioterapeutas. O valor é contratado com base na renda comprovada.
- Diária por internação hospitalar: mesmo com as despesas do hospital cobertas pelo plano, o segurado recebe um valor para usar com medicamentos e cuidados após a alta.
- Teleorientações com fisioterapeuta, fonoaudiólogo, psicólogo, educador físico e nutricionista.
- Telemedicina, para consultas rápidas e sem custo.
Segundo Rosângela, somando coberturas e serviços em vida, é fácil chegar a 20 benefícios.
O capital certo para cada momento de vida
Eloisa reforça que o valor do seguro precisa ser bem pensado: depende de ter filhos, do momento da família, da faculdade dos filhos, do aluguel ou do financiamento da casa. Cada fase da vida pede um seguro de vida específico. Quando o corretor desenha essa linha do tempo, o cliente entende que não está comprando um valor, e sim uma estrutura para a família.
Capital Sob Medida: a consultoria que convence
Para facilitar essa conversa, a Tokio Marine lançou a ferramenta Capital Sob Medida. O corretor envia ao cliente, por e-mail ou WhatsApp, um link com um questionário que reúne todas as perguntas necessárias, inclusive aquelas que o corretor nem sempre sabe fazer ou que o cliente não tem tempo ou vontade de responder pessoalmente.
O link não pede nome nem CPF, e ninguém tem acesso às respostas. O cliente informa renda, filhos, idade, despesas fixas, quem depende dele, investimentos e seguros que já tem. No fim, a ferramenta apresenta uma sugestão de capital.
Rosângela conta que, enquanto preenche, o cliente já vai sentindo a necessidade. Ela viu pessoas terminarem o questionário surpresas com o valor de que precisavam. A ferramenta tira a sensação de que alguém está tentando vender algo: é uma consultoria gratuita.
“O seguro perfeito é o seguro feito”
Com o capital recomendado em mãos, o corretor faz a cotação. Se não couber no orçamento, contrata-se o que cabe. Rosângela repete uma frase que sempre usa: o seguro perfeito é o seguro feito. Muitas vezes, a busca pelo capital ideal faz a pessoa ficar sem nada.
Daniel complementa: como foi o próprio cliente quem preencheu cada informação, o valor passa a fazer sentido para ele. É quase um autoconvencimento.
Todo corretor da Madalozzo tem seguro de vida
Daniel afirma que a entrega de um sinistro de vida é incomparável. A Madalozzo já indenizou empresas em dezenas de milhões em incêndios, mas é um bem material: o valor é transferido, o sinistro é encerrado e a vida segue. No seguro de vida, é diferente.
Ele revela algo que, segundo ele, nem todos sabiam: a Madalozzo contrata um seguro de vida para todos os seus corretores. Daniel conta que já recebeu, junto com Lucas, famílias de corretores que faleceram. Em um caso recente, o corretor tinha previdência, dois seguros de vida e ainda o seguro contratado pela Madalozzo. Quando a família somou tudo, entendeu que estava amparada para seguir em frente.
O seguro de vida não repara uma perda irreparável, diz Daniel, mas traz uma tranquilidade a mais. E qual é o valor dessa sensação? Para ele, o seguro de vida deveria ser praticamente obrigatório.
Cesta básica para o trabalhador rural
Eloisa lembra que muitos seguros de vida para trabalhadores rurais incluem a assistência cesta básica: durante um período, a família recebe alimentos, mesmo enquanto a indenização ainda está sendo processada.
Assistência funeral: agora feita pela própria Tokio Marine
Perguntada sobre o que considera mais importante no seguro de vida, Rosângela responde: a assistência funeral, porque é ela que responde à pergunta “aconteceu, e agora, o que eu faço?”.
Em setembro, a Tokio Marine internalizou a assistência funeral do seguro de vida, como já tinha feito com auto e residencial. Antes, o serviço era prestado por uma empresa terceirizada. Agora, quem atende é um funcionário da própria seguradora, com acesso direto ao sistema para consultar se a pessoa está na base de segurados e agilizar o atendimento.
Rosângela dá um exemplo do cuidado envolvido: ao atender uma ligação de assistência funeral, o atendente não deve dizer “bom dia”, “boa tarde” ou “boa noite”, porque para aquela família não é um bom dia. É preciso empatia, rapidez e sensibilidade.
Quando o imprevisto acontece fora do país
Situações no exterior são ainda mais complexas, especialmente o traslado. Rosângela conta o caso de uma pessoa que foi internada no exterior por uma apendicite e acabou falecendo. A acompanhante, desesperada, voltou ao Brasil levando os documentos. O seguro viagem da Tokio Marine resolveu a situação, devolvendo a documentação ao hospital, onde a pessoa estava registrada como indigente.
Daniel conta que a Madalozzo teve muitos acionamentos de seguro viagem com a Tokio Marine, sempre com bons retornos dos clientes. Com cerca de 30 mil atendimentos de sinistro provisionados para o ano, a corretora nem sempre liga para agradecer quando tudo dá certo, porque dar certo é o normal. Mas ele faz questão de registrar os elogios.
Eloisa também relata uma experiência própria: em uma viagem internacional, teve febre e dor de cabeça, acionou o seguro e um médico foi até o hotel com os medicamentos. Desde então, ela sempre pergunta aos amigos se fizeram o seguro viagem. Muitos respondem que são jovens e não precisam. Mas, como ela lembra, as coberturas vão muito além de doenças graves, incluindo acidentes, como em uma viagem para esquiar.
Seguro viagem no aplicativo Madaseg
Daniel explica os próximos passos: a primeira etapa da integração do seguro viagem da Tokio Marine estava indo para o sistema da área comercial no dia da gravação. Em até 60 dias, o produto estaria também no aplicativo Madaseg, que tinha 16 mil usuários na época.
Ele destaca que o app já tem uma cultura de uso ativa: cerca de cinco sinistros por dia já eram acionados por ele.
Por que o seguro de vida não vende sozinho no app
Daniel faz uma observação interessante. O seguro de vida já está disponível para contratação 100% digital no Madaseg, mas praticamente não vende sozinho. O motivo é exatamente o tema do episódio: o seguro de vida é uma venda consultiva. O app pode dar uma base de custo, mas quem fecha a venda é o corretor, o elo entre o cliente e o negócio.
Já o seguro viagem, segundo ele, é o produto com maior apelo para contratação digital: é simples, objetivo, tem coberturas fáceis de listar, como extravio de bagagem e cancelamento de viagem, e pode ser contratado na hora, até no aeroporto.
Uma jornada pensada para o cliente
Daniel explica a filosofia da jornada no Madaseg: transparente, limpa, com pouca informação, mas com tudo o que o cliente precisa saber. Muitas vezes, as jornadas de seguro trazem informações relevantes para o corretor e para a seguradora, mas o cliente só quer saber duas coisas: quem está coberto e quanto vai pagar.
Rosângela complementa que, por ser um produto 100% digital na Tokio Marine, o seguro viagem também insere o corretor no meio digital: ele envia o link, o cliente acessa, cota e contrata com facilidade.
Os diferenciais da Tokio Marine
Eloisa pede que Rosângela fale sobre os diferenciais da seguradora.
Escuta ativa
O primeiro ponto é a entrega, apoiada em valores como ética, transparência, respeito, trabalho em equipe e excelência em produtos e serviços. A Tokio Marine ouve muito os corretores para melhorar processos. Um exemplo: no seguro viagem, a seguradora decidiu dispensar a assinatura digital, que, mesmo sendo simples, estava atrapalhando o processo.
Os quatro Cs
A Tokio Marine trabalha com o conceito dos quatro Cs, nesta ordem:
- Colaborador: quando ele se identifica com a empresa e seus valores, tudo flui melhor.
- Corretor de seguros: o único canal de distribuição da Tokio Marine.
- Cliente: que o corretor confia à seguradora.
- Comunidade: como a Tokio Marine leva soluções e desenvolve o seguro na sociedade.
Sementes do Brasil
Na frente da comunidade, Rosângela cita o programa Sementes do Brasil. A seguradora capacita, durante seis meses, jovens que vivem em serviços de acolhimento e precisam sair aos 18 anos, além de outras pessoas em situação de vulnerabilidade, como mães solo. Os próprios colaboradores da Tokio Marine atuam como mentores. Muitos participantes são contratados pela seguradora, e outros são encaminhados ao mercado por meio do sindicato dos corretores, assessorias e corretoras.
Tokio Marine em números
Rosângela apresenta a dimensão da companhia:
- 66 anos no Brasil e 146 anos no mundo.
- Presença em mais de 35 países.
- O Brasil é a segunda maior operação do grupo.
- Expectativa de fechar o ano com cerca de R$ 13 bilhões, cinco vezes mais do que dez anos antes, com crescimento orgânico, sem aquisições.
- Eleita a segunda melhor empresa para trabalhar na categoria de grandes empresas, entre 1.000 e 10.000 colaboradores, considerando todos os setores.
Daniel brinca que dá vontade de copiar os quatro Cs. Ele destaca que surpreende ver uma gigante do mercado que não para de evoluir e que prioriza pedidos aparentemente simples da Madalozzo, como um novo PDF para o seguro viagem, sabendo o quanto a fila de tecnologia de uma companhia desse porte é disputada. Ele também valoriza o fato de Rosângela ter reservado a manhã inteira para ir até Ponta Grossa gravar o episódio.
Para Daniel, o primeiro C, o colaborador, é um reflexo do que a Madalozzo também busca: pessoas felizes onde trabalham fazem empresas e produtos melhores. Por isso, a corretora tem olhado cada vez mais para dentro, com programas de relacionamento, ambiente de trabalho, plano de carreira e benefícios pensados para cada pessoa.
Mais de 20 anos de relação com a Madalozzo
Sobre a relação entre Tokio Marine e Madalozzo, Rosângela começa pelos valores. Ela conta que atende a Madalozzo há mais de 20 anos, desde a época do pai de Daniel, e que alguns colaboradores daquele tempo continuam na corretora.
Na época da gravação, as duas empresas viviam um momento de integração de sistemas. Rosângela descreve a Madalozzo como uma corretora muito respeitada dentro da Tokio Marine, pela gestão empreendedora e pela inovação, que ajuda a própria seguradora a se desenvolver e a ser mais rápida. Para ela, os valores das duas empresas coincidem: tradição, respeito, ética, transparência e excelência.
E a parceria, segundo Rosângela, está só começando: integrar sistemas e produtos, fazer campanhas e o que for preciso para crescerem juntas.
Perspectivas para 2026
A visão da Tokio Marine
Rosângela espera um 2026 desafiador, com eleições e um cenário econômico a acompanhar, mas encara o futuro com otimismo. Mesmo nos momentos mais difíceis, como a pandemia, o setor de seguros manteve crescimento de dois dígitos ano após ano.
O seguro de vida já estava em forte expansão antes da pandemia, acelerou durante ela e, segundo Rosângela, não pode “esfriar”. Com o crescimento de 18% na procura por doenças graves e produtos cada vez mais simples e difundidos, ela projeta um 2026 promissor para o setor.
A visão da Madalozzo
Daniel cita uma frase do avô: “não esbanje a grandeza e não chore a miséria”. Há anos de desafio e anos de oportunidade, e é preciso estar pronto para os dois.
Ele explica que, naquele ano, o valor médio dos prêmios teve uma queda significativa: o corretor que trabalha bem está vendendo mais itens e mais apólices, mas o prêmio não acompanha na mesma proporção. Mesmo assim, foi um ano de grande crescimento de prêmio para a Madalozzo.
Metade orgânico, metade fusões
A estratégia para 2026 já estava desenhada. O crescimento da Madalozzo é dividido meio a meio:
- 50% orgânico, vindo das 35 filiais. A cultura não é dobrar o número de itens, e sim aumentar a qualidade dos negócios: seguro de carga, frotas, seguro garantia bem estruturado e seguro de vida empresarial com fatura relevante. Daniel explica que uma filial com 500 ou 600 seguros por mês não vai dobrar para 1.000 de um ano para o outro, mas pode crescer 30% em prêmio se acertar algumas contas que estão no pipeline.
- 50% inorgânico, por meio de fusões e aquisições, com corretores de altíssimo nível que precisam de tecnologia e de uma área técnica como a da Madalozzo, que tem 170 colaboradores colocando riscos. Com essa estrutura, uma corretora de varejo com R$ 5 milhões a R$ 10 milhões em prêmios pode, acertando alguns negócios maiores, chegar a R$ 13 ou R$ 14 milhões.
Vida é foco total
Daniel afirma que o seguro de vida é foco total da Madalozzo, com uma carteira saudável pela qual as seguradoras têm interesse. Rosângela já tinha participado, duas semanas antes, de uma reunião com toda a área comercial das 35 filiais, e as duas empresas estavam com uma campanha de vida individual no ar.
A tendência da especialização
Rosângela aponta uma tendência que conecta as duas empresas: a especialização por nicho de produto. A Tokio Marine tem uma área de vida especializada há mais de dez anos e, mais recentemente, estruturou uma área comercial para produtos PJ, como seguro empresarial, garantia e transportes. O objetivo é que os riscos dos clientes sejam muito bem colocados, como a Madalozzo já faz.
Mensagem final: a hora de fazer o seguro é hoje
Rosângela agradece a Eloisa pelo depoimento e deixa um recado: se você ama ou cuida de alguém, ofereça um seguro de vida e não deixe essa pessoa cancelar.
Aos corretores e clientes, ela pede que acreditem que o seguro de vida transforma histórias. A hora de fazer o seguro é justamente quando você não precisa, porque o seguro de vida não se faz quando se quer, nem quando se tem dinheiro: faz-se quando se pode. Se a pessoa perde a saúde, já não consegue contratar.
Ela conta um caso familiar durante a pandemia: uma pessoa com quem já tinha conversado sobre seguro ligou do hospital dizendo que não tinha feito, não tinha deixado as coisas organizadas e não sabia se sairia de lá. Rosângela resume: “a hora foi ontem. Se não fez, é hoje. Não deixe para amanhã.”
E encerra com um recado ao corretor: você é o agente de transformação do mercado. Fale com todas as pessoas com quem tiver contato, com esse propósito, e os resultados virão também para o seu negócio.
Daniel agradece a Rosângela pelo conhecimento e pelo carisma e diz que a Madalozzo se torna uma corretora muito mais potente com profissionais como ela ao lado. Eloisa encerra lembrando que a hora de conversa passou sem que ninguém percebesse.
Principais aprendizados do episódio
- O corretor é o principal agente de transformação do seguro de vida, e precisa viver a experiência do produto para recomendá-lo.
- Toda pessoa deve receber ao menos a oferta de um seguro de vida: a semente plantada hoje pode florescer amanhã.
- A cobertura de doenças graves foi a que mais cresceu no ano, com alta de 18%, e o valor pode ser usado livremente.
- O seguro de vida tem diversas coberturas e serviços que podem ser usados em vida, como diárias e telemedicina.
- A ferramenta Capital Sob Medida transforma a conversa em consultoria e faz o cliente perceber a própria necessidade.
- O seguro perfeito é o seguro feito: melhor contratar o que cabe no orçamento do que não ter nada.
- O seguro de vida é uma venda consultiva; o seguro viagem tem grande apelo para contratação digital.
- O seguro de vida não se faz quando se quer, faz-se quando se pode. A hora é hoje.
Assista ao episódio completo do MCast e conheça a visão de Rosângela Spak, superintendente comercial de Vida da Tokio Marine, sobre o propósito do seguro de vida. Quer oferecer seguro de vida e seguro viagem com o apoio da estrutura da Madalozzo e da Tokio Marine? Fale com um especialista Madalozzo.

