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MCast EP09: Bruno e Valdomiro, a fusão de Apucarana que dobrou de tamanho

MCast EP09: Bruno e Valdomiro, a fusão de Apucarana que dobrou de tamanho

Resumo do episódio

O nono episódio do MCast, o podcast da Madalozzo Seguros, conta a história de uma fusão que Daniel Madalozzo define como marcante para a corretora. Uma corretora familiar de Apucarana (PR), com mais de 30 anos de mercado, fez a fusão com a Madalozzo, dobrou de tamanho em prêmio em três anos e, no primeiro semestre de 2026, já somava mais 40% de crescimento sobre esse patamar.

Os convidados são Bruno e Valdomiro, sócios da operação de Apucarana, de gerações diferentes. Eles contam como foi a decisão pela fusão, a estratégia digital para o seguro de transportes, a liberdade que a estrutura trouxe e a visão de cada um sobre inteligência artificial, em uma semana especial: a Madalozzo acabava de lançar a Madalena, sua inteligência artificial interna.

Participantes:

  • Eloisa Mongruel (Lolô), apresentadora oficial do MCast e corretora de seguros.
  • Daniel Madalozzo (Dani), diretor da Madalozzo Seguros.
  • Bruno, sócio da filial de Apucarana, que liderou o processo de fusão. Entusiasta do marketing digital, focado no segmento de transportes.
  • Valdomiro, sócio da filial de Apucarana, de uma geração anterior, com longa trajetória comercial e passagens por Bradesco e AGF. Apaixonado por pescaria.

Principais temas: o primeiro contato com a Madalozzo em 2020, a decisão pela fusão, a responsabilidade de uma decisão familiar, a “carta branca” de Valdomiro, a saída da atuação regional para a nacional, o foco no seguro de transportes, a estratégia de anúncios digitais para encontrar quem “está com sede”, a consistência no digital, a liberdade para trabalhar de qualquer lugar, o aplicativo e o atendimento de sinistros, o lançamento da Madalena, a visão realista sobre inteligência artificial e as mensagens finais.


O primeiro contato: “era o que a gente fazia, só que em escala”

Bruno conta que a corretora de Apucarana é uma empresa familiar que começou do zero. Com o tempo, a família foi buscando melhorar e crescer, porque, como ele diz, o crescimento é infinito. Mas alguns desafios não tinham resposta dentro de casa, e era preciso olhar para o lado e para cima, para quem já resolvia aqueles problemas, seja para se inspirar, copiar ou se juntar.

Por volta de 2020, Bruno conversou com Daniel pelo WhatsApp e recebeu o convite para conhecer a matriz da Madalozzo, em Ponta Grossa. Acordou às cinco da manhã, pegou o carro e foi. Lá, conheceu Daniel e Lucas, que abriram as portas e mostraram com transparência como a corretora funcionava.

A impressão foi clara: era o que a corretora de Apucarana já fazia, só que em uma escala muito maior e com uma tecnologia que, na época, era difícil ver em uma corretora.

Primeiro inspiração, depois a fusão

Na volta, Bruno contou tudo ao irmão, Lucas, que era seu sócio, e a Valdomiro, também sócio. Mas a fusão não avançou naquele momento. Bruno tinha visto tanta coisa interessante que preferiu implementar várias delas na própria corretora, e a visita serviu principalmente como inspiração.

Um ou dois anos depois, a corretora chegou de novo a desafios em que precisava de ajuda ou de se unir a quem fazia melhor determinados processos. Em 2021 e 2022, as conversas voltaram, e o processo foi, nas palavras de Bruno, “uma montanha-russa”: quase não deu certo, porque juntar pessoas e valores semelhantes não é simples, especialmente quando se trata da história de uma família. Liderar esse processo, diz Bruno, foi uma grande responsabilidade, porque a família dependia do negócio.

Sonhar grande, com tranquilidade

No quarto ano de fusão, Bruno diz que a mentalidade do crescimento infinito continua, mas agora com mais visão. Com os departamentos, as pessoas e a tecnologia da Madalozzo, crescimentos mais desafiadores parecem possíveis. E há outro ganho que ele faz questão de destacar: a tranquilidade. Confiar nas pessoas da matriz permite que Valdomiro vá pescar, que Bruno faça suas viagens e que todos durmam mais tranquilos, sabendo que há pessoas competentes apoiando no dia a dia.


Daniel: “aqui a gente está junto”

Daniel diz que ele e Bruno têm algo muito parecido: a inquietude, a pergunta constante sobre qual é o próximo passo. Foi esse sentimento, dos dois lados, que fez a fusão acontecer.

Ele explica que cada fusão significa uma nova cidade, novas pessoas e uma cultura própria, e que precisa dar certo para os dois lados. Não é como modelos em que se paga para entrar, como franquias ou grupos de corretores, em que cada um segue o seu caminho. Na Madalozzo, a operação está junto.

Quando Bruno visitou a matriz, Daniel mostrou tudo de coração aberto: a Madalozzo faz o que qualquer corretora faz, como emitir, cotar e visitar clientes. A diferença está no investimento muito maior em profissionais de área técnica, que passam a trabalhar para o corretor a partir do dia seguinte à fusão, “um exército para ser multiproduto de verdade”, e no investimento em tecnologia, que Daniel descreve como “um número que assusta”.

Ninguém faz fusão para dar um passo para trás

Para Daniel, ninguém faz uma fusão para ficar no mesmo lugar. O plano é muito maior, e a operação de Apucarana não chegou a um platô. Ele lembra ainda que fusões envolvem decisões familiares: muitas vezes, se um cônjuge ou um irmão diz não, a família inteira desiste para não magoar ninguém. Por isso, o maior sucesso da Madalozzo, segundo ele, não é o número de negócios, mas encontrar pessoas com a mesma sinergia.


Valdomiro: a carta branca e a saída do regional para o nacional

Eloisa pergunta a Valdomiro como ele vê o processo depois de três anos.

Valdomiro conta que, desde o início, passou a condução para Bruno e deu a ele carta branca. Ele reconhece que profissionais de outras épocas costumam ser mais resistentes a mudanças e que, se fosse interferir, talvez a fusão não tivesse dado certo. Sempre que Bruno o consultava, a resposta era: “vamos para frente”. Hoje, ele vê que foi a decisão certa.

Conhecidos na região, desconhecidos no país

Valdomiro explica um limite que a corretora enfrentava. A estrutura era sólida e os passos tinham sido corretos, mas, olhando para o futuro, ser forte regionalmente já não bastava. Quando a corretora começou a disputar negócios de porte nacional, tinha dificuldade: era conhecida na região, mas não conseguia comprovar essa credibilidade para as seguradoras. “Liga para o diretor, que ele confirma que somos confiáveis” não funciona bem nesse cenário.

A fusão permitiu sair da atuação regional para a nacional, com uma marca que já era conhecida em todo o país. Isso, segundo Valdomiro, deu à corretora uma nova amplitude de trabalho e abriu caminho para o crescimento em escala.

Uma responsabilidade levada a sério

Daniel diz que trata cada fusão como uma responsabilidade. Bruno carrega o peso de ter conduzido uma decisão da família, e Daniel se esforça para que tudo funcione. Ele é honesto: não existe negócio perfeito. Uma fusão junta culturas e processos de 30 anos com os da Madalozzo, e os primeiros 8 a 12 meses costumam ser intensos. Mas é um negócio de gente grande, que exige maturidade dos dois lados.

Daniel e Bruno conversam toda semana. Para Daniel, uma operação que dobrou de tamanho e cresce 40% no semestre não funciona no piloto automático. E ele projeta um segundo semestre ainda melhor, puxado pelo principal produto da filial, o seguro de transporte de cargas, cujas faturas tendem a crescer.


O ecossistema do transportador e a estratégia digital

Além do varejo, como seguro auto, residencial e vida, a filial de Apucarana se especializou no ecossistema do transportador: seguro de transporte de cargas, frotas e responsabilidade civil ambiental, entre outros. Eloisa pergunta qual é a estratégia.

O caminho mais fácil é o da acomodação

Bruno é direto: todo produto de seguro tem sua complexidade. Muitos corretores escolhem o que parece mais fácil, não porque o produto seja simples, mas porque se acomodaram e esperam que os clientes cheguem sozinhos.

Ao analisar o mercado, seu tamanho e seu potencial, a menor concorrência em segmentos que outros corretores consideram desafiadores, a margem, a recorrência e as oportunidades de entrada, a corretora encontrou muito espaço no segmento de transportadores. Bruno diz que a fusão ensinou muito sobre o produto e mudou a mentalidade comercial: “não vamos no mais fácil, vamos no que o mercado quer”.

Hoje, eles contam com boas condições comerciais e um departamento de transportes muito competente na Madalozzo. E o mercado está aberto.

Um laboratório e depois a escala

Como a região de Apucarana não tem tantos clientes desse perfil, as primeiras oportunidades vieram de conexões pessoais e do network. Esses negócios funcionaram como um laboratório para aprender o produto.

Para ganhar escala, a corretora passou a usar a internet como ferramenta de comunicação, principalmente com anúncios segmentados para nichos específicos. Para Bruno, o primeiro pilar da venda é conseguir se comunicar com o cliente. Se ele não está na sua região, é preciso encontrar outros caminhos.

Encontrar quem está com sede

Bruno usa uma comparação para explicar a estratégia. Se você vendesse água, todo mundo seria cliente, porque todo mundo bebe água. Da mesma forma, todo transportador precisa desse seguro. A internet permite aparecer para todos eles.

Mas o mais interessante não é encontrar quem bebe água: é encontrar quem está com sede naquele momento. Os anúncios aparecem para milhares de pessoas, mas quem está com sede “levanta a mão”. É nesse momento que a equipe da corretora entra, com atendimento humano. A partir desses contatos, os chamados leads, há uma filtragem e todo um processo comercial até o fechamento.

O projeto começou cerca de um ano antes da gravação e, segundo Bruno, ainda está em fase de maturação: ninguém no mercado faz isso muito bem ainda, mas a corretora já está colhendo frutos. A base continua sendo o tradicional, com conexões, indicações e trabalho na região. Mas com uma mentalidade clara: estar em uma cidade pequena não significa ter um teto. “Hoje a nossa cidade se chama Brasil.” Quanto mais contatos, mais vendas.

O digital é construção e consistência

Daniel concorda que não existe fórmula pronta no digital para o seguro. Em outros setores, há vencedores claros, como o Spotify na música e o Google na busca. No seguro, ainda não. Para ele, em um mercado tão tradicional, ninguém vai “virar a chave” de repente: o que funciona é a consistência, melhorar o processo de venda, as publicações e o entendimento do algoritmo.

Ele destaca que Bruno e Valdomiro são entusiastas do digital e mantêm perfis com muitas visualizações, Valdomiro com conteúdo de pescaria. Para Daniel, o cliente entende quem você é não só pelos anúncios patrocinados, mas pelo que encontra quando entra no seu perfil. Se o anúncio promete uma coisa e o perfil mostra outra, a experiência é ruim. O que encanta são os detalhes: mostrar um pouco da vida pessoal, da empresa e de quem realmente vive o seguro.

E reforça: com a estrutura da Madalozzo, é possível atender com qualidade a partir de qualquer lugar, seja Apucarana ou Ponta Grossa. Não se trata apenas de enviar uma cotação e transmitir, e sim de entregar ao cliente distante o mesmo serviço que tem quem mora na cidade da filial.


Pescar trabalhando: a liberdade que a estrutura traz

Eloisa lembra que a pescaria de Valdomiro, além de hobby, virou um ambiente de negócios. Valdomiro brinca que precisa mudar a conversa: quando perguntam se ele está pescando de novo, ele responde que está trabalhando e aproveitando a pescaria.

Hoje, com o celular, dá para fazer quase tudo. E ele instalou uma Starlink, internet via satélite, para estar conectado onde estiver. Ele conta que, cerca de 15 dias antes da gravação, um grande cliente ligou e, ao saber que ele estava pescando, disse que ligaria para o escritório para não atrapalhar. Valdomiro respondeu que poderia resolver dali mesmo, no meio do rio.

As cinco camisas

Valdomiro também revela, rindo, um segredo: quando vai pescar, leva cinco camisas. Quando pega um peixe, tira fotos com cada uma delas, para parecer que pesca todos os dias. “Quem vê não presta atenção no peixe, presta atenção na camisa.”

Clientes treinados para usar o sistema

Brincadeiras à parte, Valdomiro explica que quase não recebe mais ligações dos clientes pedindo atendimento 24 horas. Ele treinou os clientes, principalmente as empresas, a usar o sistema: com um clique, eles recebem retorno imediato. É isso que dá tranquilidade para fazer o que ele faz no dia a dia.

O corretor que atende 24 horas, sem enlouquecer

Daniel diz que não se dá bem com o corretor que age como executivo e não atende o telefone: corretor de seguros é quem atende quando o cliente precisa. Mas a estrutura da Madalozzo permite que isso não vire uma loucura, como acontece no início da carreira, quando o corretor faz tudo sozinho.

O corretor pode dizer ao cliente que está disponível 24 horas e que, além dele, há uma equipe inteira, com áreas, processos e tecnologia, para cada momento. O cliente pode ligar, mas apertar um botão no aplicativo é mais prático: em segundos, a equipe de sinistros 24 horas retorna para pedir o guincho ou abrir qualquer sinistro.

Sinistros em números

Daniel compartilha os dados:

  • Em 2025, a Madalozzo registrou 25 mil atendimentos de sinistros.
  • Para 2026, a expectativa era de cerca de 30 mil atendimentos, entre assistências e regulações, de uma troca de bateria a um vendaval ou um sinistro de grande porte.
  • Desses, cerca de oito por dia já chegam pelo aplicativo.

Ele cita um amigo, padrinho de casamento e cliente em todos os produtos, que diz não ligar para ninguém há muito tempo: pelo aplicativo, aciona o residencial quando quebra um vidro ou precisa de um encanador, e em segundos alguém retorna, às vezes com o profissional já a caminho.

Daniel compara: você pode ouvir música em fita ou CD no carro, mas vai preferir o Spotify no Bluetooth. Não porque as outras opções deixaram de existir, mas porque é mais prático. O atendimento continua multicanal: telefone, e-mail, WhatsApp, presencial ou aplicativo. E isso, ressalta Daniel, é serviço para o cliente, que sabe que tem uma estrutura inteira para apoiá-lo quando mais precisa.


Madalena: a inteligência artificial da Madalozzo

Eloisa lembra que, na semana da gravação, a Madalozzo lançou a Madalena, uma especialista disponível 24 horas para os corretores, e pergunta a Bruno como ele vê a inteligência artificial no mercado.

“Ainda há muito romantismo”

Bruno tem uma visão realista. Fala-se muito de IA, mas poucos a usam de fato para gerar resultado. Para ele, hoje a IA é, para a maioria das pessoas, como um melhor amigo que dá conselhos e direções. Nos negócios, os desafios são muito mais complexos: para usar IA de forma transformadora, os dados da empresa precisam estar muito bem organizados, e a empresa precisa ser quase mais de tecnologia do que de seguros.

Por isso, ele vê a Madalozzo em posição de vantagem: como a corretora já tem tecnologia própria há anos, desenvolvida internamente, pode ser pioneira em aplicações práticas de IA. Bruno brinca que a Madalena vai ser “a funcionária do mês”, provavelmente a que mais vai trabalhar na Madalozzo.

Na visão dele, a IA vem para eliminar etapas desnecessárias e erros operacionais, deixando o ser humano para atividades mais estratégicas e de relacionamento. O grande desafio dos próximos anos é usar a IA para vender mais, e não só para tornar a operação mais eficiente. E não existe planejamento perfeito em tecnologia: é fazer, testar, errar e melhorar.

Dois dias de Madalena

Daniel conta que, na apresentação da Madalena aos colaboradores, na segunda-feira da semana da gravação, se sentiu redundante, porque ela faz tanta coisa que é difícil explicar. O primeiro sinal de que funciona: nos dois primeiros dias, o custo de uso foi bem maior do que o esperado, porque as cerca de 300 pessoas da Madalozzo estavam usando.

Os primeiros retornos mostram tarefas que antes exigiam um telefonema ou uma mensagem para outra área sendo resolvidas na hora. A Madalena lê a fundo condições gerais e apólices e traz qualquer detalhe.

Daniel antecipa uma novidade para aquela mesma semana: no aplicativo do corretor, um botão de comando por voz. O corretor segura o botão e diz, por exemplo, “envie a apólice para o Daniel Madalozzo”. A Madalena envia por WhatsApp e e-mail e ainda pergunta se o corretor quer uma cópia.

Minutos que viram um novo dia

Daniel compara a IA ao telefone. Antigamente, as pessoas pediam uma visita para resolver um assunto de cinco minutos. Com o telefone, passou a ser mais prático ligar, e a ligação virou o novo normal. Com a IA, é igual. O corretor que está na rua, ou pescando, não precisa mais esperar que alguém da filial ou da matriz responda, já que essa pessoa pode estar no almoço ou resolvendo outra demanda. Esses minutos, somados, devolvem um novo dia ao corretor. E quem sente o reflexo é ele, sua família e seu cliente.

A IA não vai substituir o corretor

Daniel é enfático: a Madalozzo nunca trabalhou com a ideia de que a tecnologia vai substituir o corretor, e ele é contra essa ideia. Não por defesa da profissão, mas porque acredita que nenhuma IA, por mais bem treinada que seja, vai conseguir sentir se o cliente está falando a verdade quando diz “você está me oferecendo por R$ 2.920, mas se for R$ 2.500 eu fecho agora”. Ele cita uma frase que ouviu: a IA é previsível, e o ser humano nem sempre é.

Para Daniel, todo profissional que usar IA vai ser melhor do que quem não usa. É mais uma ferramenta, como o celular ou o trator, que não acabou com o agricultor: fez com que ele plantasse muito mais.

O dia em que a Madalena inventou um e-mail

Daniel conta um caso dos testes antes do lançamento. Pediu à Madalena que encontrasse o e-mail de um cliente, que na verdade era o sogro dele, e enviasse uma mensagem. A IA gerou um e-mail que Daniel sabia que não existia. Quando perguntou de onde tinha vindo, a resposta foi que ela tinha inventado, para testar se ele perceberia.

A lição, segundo Daniel, é levar a IA a sério e com cuidado. Por isso, a Madalena tem comandos como: sempre se questione, sempre verifique, nunca tenha certeza sem um dado que possa comprovar. Ele também diferencia robô de IA: um robô confere regras fixas, como o bônus de uma apólice; a IA confere questionando.

O estudo dos 300 guinchos

Daniel explica como a Madalozzo pretende usar a IA em processos repetitivos. Ele separou 300 atendimentos de pedidos de guincho, todos registrados porque o WhatsApp da corretora é integrado por API diretamente com a Meta. Leu todos e pediu para a Madalena fazer o mesmo.

A IA encontrou um padrão que funciona bem, mas também apontou falhas: analistas que perguntavam duas vezes a mesma coisa, pequenos erros de digitação e abreviações. Das 300 conversas, apenas 26 fugiram das perguntas padrão.

A partir disso, a Madalozzo desenhou um modelo para o futuro: a IA faz o básico (localização, se há feridos, se precisa de táxi) e, se a conversa sair do padrão, transfere imediatamente para um humano da assistência 24 horas, que acompanha o atendimento. A IA não deve tentar resolver tudo.

Daniel explica que a Madalena tem muitas frentes, com acesso a sistema, apólices, sinistros e boletos, e por isso precisa ser implantada por blocos. Por enquanto, ela atende os corretores, não os clientes: a Madalozzo não tem pressa e quer definir com calma até onde ela deve ir no contato com o cliente final. Mas processos totalmente repetitivos, diz Daniel, seriam automatizados ainda naquele ano.

Do primeiro celular ao iPhone

Daniel lembra o primeiro celular do pai, um Motorola grande, com tela laranja, que servia só para ligar. Se alguém dissesse que um dia aquele aparelho tocaria milhões de músicas e tiraria fotos melhores que uma câmera digital, ninguém acreditaria. Com a IA é igual: a evolução de um ano para o outro, e até de um mês para o outro, vai ser brutal.

Bruno complementa: mesmo com toda a tecnologia, a maioria das pessoas ainda usa o celular basicamente para ligar e explora uma fração do que ele faz. O desafio é estar entre os poucos que sabem usar todas as funcionalidades. E alerta: muitas empresas querem implementar IA sem saber como ela vai ajudar na prática, e acabam criando problemas em vez de soluções.

Fugir do hype

Daniel conta que, até março daquele ano, não acompanhava o tema. Em uma viagem com amigos, ouviu todos falando de IA e pensou que ou ele estava muito atrasado ou os amigos estavam exagerando. Percebeu que eles estavam em dia com o assunto, e ele não. Voltou, levou o tema à Madatech e começou a estudar, fazendo cursos e leituras, mas fugindo do hype. Ele não acredita em demissões em massa nem em substituição de pessoas: acredita em mais uma ferramenta para trabalhar com mais eficiência. E o cliente vai sentir isso.

Eloisa já sentiu: na semana da gravação, pediu à Madalena um resumo de todos os seus sinistros em andamento, algo que antes exigia mensagens para vários analistas, e recebeu tudo na tela.

Valdomiro, “um velho moderno”

Valdomiro relembra a própria trajetória com a tecnologia: o correio eletrônico interno no Bradesco, a intranet na AGF, que já permitia falar com a seguradora, e a internet discada, que levava cinco minutos para conectar. Ele se define como “um velho moderno”: fez um curso de inteligência artificial um ano antes da gravação e hoje grava, edita e publica os próprios vídeos.

Para ele, não adianta fugir da IA, ela veio para ajudar. Mas exige estudo, e a maioria das pessoas resiste a se modernizar. O recado dele é arrumar tempo. Valdomiro brinca que tem até o projeto de escrever um livro sobre gestão de tempo, mas ainda não encontrou tempo para escrever.


Mensagens finais

Valdomiro: um especialista para cada ramo

Valdomiro destaca a evolução diária da Madalozzo e a tranquilidade de ter um especialista para cada ramo. Se precisar de uma reunião sobre responsabilidade civil internacional ou transporte internacional, há alguém dentro de casa para participar. Ele prefere passar a palavra ao especialista, porque, com tantos produtos, ninguém tem todas as respostas.

Ele agradece aos diretores comerciais que acompanharam a filial, Adriano, no início, depois Fabinho e, atualmente, Ivan, e à equipe de sinistros, com Lorena. E reforça a importância do sinistro: a venda existe para que, quando o sinistro acontecer, a resposta seja rápida. É isso que facilita a renovação e a continuidade.

Bruno: planeje fazendo

Bruno deixa uma mensagem que diz carregar há algum tempo: a evolução é infinita, seja na espiritualidade, no esporte, na saúde ou nos negócios. “Seja obcecado, seja curioso e planeje fazendo. Quem planeja demais acaba não fazendo nada.”

Daniel: nada existe sem as pessoas

Daniel encerra lembrando que, por mais que se fale de tecnologia, a Madalozzo não seria uma corretora nacional sem as pessoas: Valdomiro, Eloisa, Bruno, Lucas e todos os que fazem parte da empresa, incluindo os cerca de 200 profissionais da área técnica. Não adianta querer substituir isso, e a Madalozzo não quer. O conhecimento, o jeito e “o tempero” de cada um é o que forma uma grande empresa, e isso, garante Daniel, não vai mudar nunca.


Principais aprendizados do episódio

  • Uma visita à matriz pode servir primeiro como inspiração; a fusão acontece quando os desafios pedem uma estrutura maior.
  • Ser forte regionalmente tem limite: a marca nacional abre portas em negócios de grande porte.
  • O corretor que escolhe o produto “mais fácil” muitas vezes está só acomodado; o segmento de transportes oferece margem, recorrência e menos concorrência.
  • No digital, o objetivo não é falar com todos, e sim encontrar quem “está com sede” naquele momento.
  • Consistência é o que constrói resultado no digital, não uma fórmula mágica.
  • A estrutura certa permite ao corretor estar disponível 24 horas sem viver de plantão.
  • A IA na Madalozzo vem para eliminar tarefas repetitivas e erros, não para substituir pessoas.
  • Todo profissional que usar IA será melhor do que quem não usa, desde que com cuidado e verificação.

Assista ao episódio completo do MCast e conheça a história da filial de Apucarana, que dobrou de tamanho após a fusão com a Madalozzo Seguros. Você tem uma corretora familiar sólida e quer dar o próximo passo com estrutura nacional, tecnologia própria e inteligência artificial? Fale com a equipe de M&A da Madalozzo.

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Redação Madalozzo Seguros

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Redação Madalozzo Seguros

Especialistas em Seguros